Rádio supera preconceitos e se mostra mais confiável que redes sociais, aponta pesquisa da SECOM-MS

Nos últimos anos, muito se falou sobre a “queda do rádio” diante do avanço das plataformas digitais. No entanto, uma ampla pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Comunicação de Mato Grosso do Sul (SECOM-MS) com 30 mil entrevistas em todos os 79 municípios do estado vem para derrubar esse mito e reforçar a força do meio.

O perfil do público de rádio no interior

Ao contrário do imaginário popular, o rádio não é consumido apenas por pessoas mais velhas. O levantamento mostrou que apenas 15% dos ouvintes no interior têm mais de 60 anos — número muito próximo ao das redes sociais, que registraram 13% na mesma faixa etária.

Já entre o público de 30 a 49 anos, o rádio se destaca: 42% da audiência pertence a essa faixa, contra 39% nas redes sociais. Ou seja, justamente o perfil mais valorizado pelos anunciantes está mais presente no rádio do que nas mídias digitais.

Confiança: um ativo essencial

Se engajamento é importante, a confiança é ainda mais decisiva na hora de impactar consumidores. Nesse ponto, o rádio também leva vantagem. O estudo aponta que 70% da população confia nas informações transmitidas pelo rádio, índice que sobe para 72% no interior. Já as redes sociais, em contraste, alcançam apenas 25% de confiança.

Essa credibilidade se soma ao hábito consolidado do consumo diário, tornando o rádio um canal de comunicação fundamental para campanhas públicas e privadas.

A importância de pesquisas como essa

A iniciativa da SECOM-MS em investir em um estudo de grande porte demonstra a seriedade na gestão da comunicação pública e o compromisso em aplicar verbas de forma eficiente. Com dados concretos em mãos, é possível direcionar campanhas com mais assertividade, beneficiando tanto o setor público quanto a sociedade.

Além disso, o levantamento serve como referência também para a iniciativa privada, que pode enxergar no rádio um meio estratégico para dialogar com consumidores de forma direta, confiável e segmentada.

Conclusão

O estudo da SECOM-MS reforça o que profissionais do setor já percebiam: o rádio segue forte, atual e competitivo, não apenas em alcance, mas principalmente em qualidade de audiência e credibilidade. Que outros estados e empresas sigam o exemplo, apostando em pesquisas sérias para orientar suas estratégias de comunicação.

No fim das contas, fica claro: o rádio não é passado. É presente — e com futuro garantido.